o crescimento das economias mundiais precisa se dissociar das emissões de gee

 


Esforços para a transição energética estão em curso em diferentes países, com a implementação de políticas que incentivam a ampliação significativa de energia renovável em seus sistemas. Adicionalmente, os avanços tecnológicos vêm permitindo ações distribuídas por parte dos consumidores, visando definir a forma que querem produzir e consumir energia. Essa transformação tem sido fundamental para favorecer uma economia de baixo carbono


 



Diferentemente de outros países, o Brasil possui uma elevada participação das renováveis em sua matriz energética já hoje, representando 43% da produção primária, enquanto a média mundial é de 14%. A junção deste fato com o abundante potencial de recursos naturais renováveis ainda a serem desenvolvidos faz com que o conceito de “transição energética” seja distinto dos demais países. Por um lado, o país dispõe de um conjunto abundante e renovável de recursos que funciona como um portfólio, permitindo alavancar ainda mais a característica de baixo carbono de sua matriz. Por outro lado, o Brasil precisa criar os alicerces técnicos, regulatórios, econômicos e financeiros para permitir que isto se torne em realidade e em vantagens competitivas ao país. Por fim, a transformação energética Brasileira passará por uma ação individual da sociedade, que buscará escolher a forma como consome e produz sua própria energia, se tornando em um agente ativo e descentralizando esta transição.



O Brasil possui várias formas de construir a sua transformação energética. A competitividade econômica das renováveis permite sua extensão. A sinergia de produção com outras fontes permite sua integração ao sistema elétrico a custos potencialmente menores que os observados em outros países. A penetração dos recursos distribuídos – geração distribuída, armazenamento de energia, reposta pelo lado da demanda e eficiência energética, além da aceleração do processo de digitalização do setor será fundamental para que, em conjunto com os biocombustíveis, permita ao país capturar da melhor forma possível os benefícios desta transformação.

 




Tomada de decisões baseadas em princípios, o que significa preparar critérios objetivos e conceituais para formulação de políticas.

Políticas e marcos regulatórios favoráveis à inovação, com soluções que se beneficiem das melhores práticas internacionais técnicas e econômicas.

Planejamento permanente em um mundo em transição, aprimorando procedimentos com foco nos cenários de longo prazo e decisões proativas.

Comunicação e engajamento das partes interessadas, o que inclui desde a compreensão dos objetivos das políticas até consultas públicas, além da capacitação da indústria para que o país possa ter um debate bem qualificado entre as partes interessadas.

Com isso, o Brasil assumirá de fato um papel de destaque na liderança em direção à economia de baixo carbono e ao desenvolvimento.